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Araxá perde o maior símbolo de sua cultura negra

Araxá perde o maior símbolo de sua cultura negra

Da Redação/Jorge Mourão – Araxá perdeu a Árvore dos Enforcados, patrimônio histórico da cultura negra da cidade. A morte da árvore, conhecida como pau de óleo, foi constatada pelo Instituo Estadual de Florestas (IEF) em dezembro, indicada pela ausência de folhas e cascas soltas.

Nos últimos anos, a árvore recebeu tratamento e teve o seu espaço reestruturado na tentativa de aumentar o seu tempo de vida em, pelo menos, 50 anos, mas ela não resistiu aos cortes criminosos e às pragas, deixando 200 anos de história, tempo curto, segundo o paisagista André Luiz Honorato. “Infelizmente ela não viveu o tempo que é de costume, ou seja, 500 anos.”

Cartão postal da cidade, a Árvore dos Enforcados também foi rodeada por polêmica em torno de seu nome, que foi alterado para Árvore da Libertação por um projeto de lei, de autoria do então vereador Wellington Gonçalves, aprovado pela Câmara Municipal em 2008, mas foi vetado pelo prefeito da época, Antônio Leonardo Lemos Oliveira.

A árvore permanecerá no local e os galhos cairão naturalmente, segundo o IEF.

Lenda

No alto de um morro na rua Gustavo Martins de Oliveira, bairro Santa Rita, está o Pau de Óleo, que evoca uma triste lenda. Certa vez, dois irmãos, escravos, cansados de serem brutalmente tratados pelo proprietário, assassinaram-no. O crime foi descoberto e os irmãos foram levados a julgamento.

Segundo o veredicto de um júri popular, esse julgamento terminou com a sentença de enforcamento para os dois condenados. E foi nessa árvore que os dois irmãos foram enforcados.

Após esse fato, conta-se, em Araxá, que nas frias noites de ventania pode-se escutar os tristes gemidos dos enforcados. Desse local, se tem uma bela vista da cidade.

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