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Araxá trabalha em rede para acolher crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar

Araxá trabalha em rede para acolher crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar

Com mais de 15 anos de atuação na cidade, Casa Lar e Casa Abrigo conta com setenta profissionais que disponibilizam atividades lúdicas de esporte e lazer para acolhidos.

Araxá conta com duas instituições de acolhimento que atendem crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, afastadas do convívio familiar em razão da vulnerabilidade ou situações de risco vivenciadas em sua rotina. A Casa Lar e Casa Abrigo têm mais de 15 anos de atuação em prol desse serviço executado por cerca de sessenta profissionais. De acordo com os dados da Fundação da Criança e Adolescente de Araxá (FCAA), pasta responsável pela gestão das referidas casas, o número de acolhidos em 2016 chegou a 63, e, até esse mês, o serviço de acolhimento foi efetuado para 44 crianças e adolescentes.

Os acolhidos seguem uma rotina programada pela coordenação das duas casas com atividades lúdicas de esporte e lazer. As equipes que trabalham nessa linha de acolhimento são compostas por educadores sociais, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, dentre outros profissionais. Esse trabalho é feito em rede com a participação de diversos segmentos, destacando-se dentre eles, o juizado da Infância e Juventude, o Ministério Público, o Conselho Tutelar, o Centro Especializado de Assistência Social (Creas) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

De acordo com a coordenadora da Casa Abrigo, Taciana Almeida, as instituições de acolhimento atendem 24 horas por dia. “Todos estão aqui sob os nossos cuidados, temos a responsabilidade de zelar por eles. As crianças e adolescentes chegam ao acolhimento por ordem judicial ou, nos casos emergenciais, pelo Conselho Tutelar. As instituições de acolhimento são o último recurso da rede de proteção e estamos aqui para acolher, proteger e garantir o Direito à Convivência Familiar e Comunitária.”, comenta a coordenadora.

Segundo a coordenadora da Casa Lar, Madalena Fátima Silva, o trabalho das instituições é pautado principalmente em cima dessas famílias vulneráveis, que, por algum motivo, estão passando por situação de risco. “Trabalhamos em rede para auxiliar as famílias com o Centro de Referência Especializada em Assistência Social (Creas), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), dentre vários segmentos, que nos ajudam nesse retorno da criança para a sua família de origem. Em último caso, se for verificado realmente a não possibilidade do retorno do acolhido à família, a criança é encaminhada para adoção”, relata a coordenadora.

Para continuar prestando um bom serviço à comunidade, a Prefeitura de Araxá já deu início as obras de construção da Casa Lar e Casa Abrigo, situada na Avenida João Moreira Sales, bairro Dona Beja, com uma proposta de unificar as duas instituições de acolhimento em um só espaço. O presidente da FCAA, Édson Justino Barbosa, reforça a importância da sede própria. “Hoje, a Casa Abrigo e Casa Lar funcionam em casas alugadas. Apesar de estarmos relativamente bem acomodados, não é como uma casa própria. Evidentemente, que um projeto idealizado e construído com a finalidade específica tem suas características próprias. Resoluções do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente (Conanda) e do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) ditam orientações técnicas a todos os atores do sistema de garantia dos direitos, a fim de que a medida de acolhimento institucional tenha por base os princípios da excepcionalidade (situação excepcional) e brevidade (de curta duração), privilegiando o direito da convivência familiar”, esclarece o presidente.

A promotora Mara Lúcia Silva Dourado reforça a importância do trabalho e esforço do Executivo em atender à reivindicação de dispor de sede própria para as instituições. “O acolhimento institucional, embora afasta a criança desse ciclo de violência, não deixa de ser uma medida drástica na medida em que ela vai sentir os efeitos desse afastamento. É preciso que ela seja acolhida em um ambiente harmonioso, alegre e bonito que amenizem esse drama. Hoje, temos duas casas no município e a construção desse complexo é uma reivindicação antiga do Ministério Público, profissionais que lidam com essas crianças e da lei. A legislação traz uma série de requisitos técnicos para o funcionamento desses espaços, e esse complexo vem atender justamente essa legislação. A obra seguirá as normas técnicas do serviço de acolhimento institucional”, destaca a promotora.

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