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Médica do PAM é acusada de maltratar menina de 5 anos

Médica do PAM é acusada de maltratar menina de 5 anos

A dona-de-casa Luciene Garcia de Oliveira acusa a médica do Pronto Atendimento Municipal (PAM), a cirurgiã plástica Liliana Beatriz Fernandes, de ter maltratado a sua filha durante atendimento realizado na última sexta-feira (17), por volta das 13h.

A menina Josiane Garcia de Oliveira, 5 anos, foi levada ao PAM pela mãe e avó Marisa Ferreira Garcia. Ela havia cortado a mão esquerda acidentalmente quando tentava confeccionar uma pipa e, segundo a mãe, estava muito nervosa no momento do atendimento. Com o corte profundo, Josiane precisou ser anestesiada para levar três pontos na mão.

“A médica tentou calar os gritos da minha filha enfiando uma gaze na boca dela. Como não conseguiu, passou a gritar com a menina, perdendo totalmente a conduta. Falou que se minha filha fosse dela daria uns tapas na cara, que ela não tinha educação”, afirma Luciene.

Com a situação, Luciene resolveu chamar a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência. A família pede providências sejam tomadas pela prefeitura. “O doutor Avenor Montandon (diretor do raio-x PAM) me garantiu que a médica será advertida”, afirma Luciene. A Secretaria Municipal de Saúde e a direção do PAM não quiseram comentar o caso.

Médica se arrepende por ter insistido no atendimento

A médica Liliana afirma que realmente ficou estressada com a atitude da menina e diz que errou em continuar o atendimento. “Eu posso não ter agido maravilhosamente bem em minha postura profissional. Simplesmente, deveria ter conversado com a mãe de que não tinha condições para fazer a sutura (pontos cirúrgicos) com a menina gritando. Mas a gente esquece disso e quer resolver o problema rapidamente”, afirma.

Em sua tentativa de acalmar a menina, Liliana afirma que tentou brincar com a situação. “Eu coloquei a gaze na boca dela para ver se parava de gritar. Na hora de aplicar a anestesia, ela passou a gritar mais ainda e foi preciso que o enfermeiro, a estagiária e a avó dela a segurassem com força. E eu comecei a gritar também falando assim: vamos ver quem grita mais? Ela dava gritos que pareciam que eu estava matando um porco na fazenda”, diz a médica.

Liliana diz que a mãe é a errada na história por não ter acompanhado Josiane durante a consulta. “Eu não maltratei ninguém e acho que a menina estava fazendo ‘show’ porque a mãe não estava presente. Quando eu comecei a gritar que ela resolveu entrar no consultório e ver o que estava acontecendo. Aí eu fiquei p… da vida com ela (mãe) e comentei na frente de todo mundo que se fosse minha filha sentava a mão.”

Ela acrescenta que problemas entre médicos e pacientes são comuns. “Até que ponto a mãe tem razão se nem estava presente? Ela tem medo de que possam ter maltratado a sua filhinha por não ter agido como boa mãe.”

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