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Presença confirmada em todas as oitivas, Jeová questiona instalação de CP

Presença confirmada em todas as oitivas, Jeová questiona instalação de CP

Prefeito Jeová Moreira da Costa durante oitiva que estava marcada para ouvir o assessor Antonello - Foto: Jorge Mourão

Da Redação/Jorge Mourão – O prefeito Jeová Moreira da Costa esteve presente no que seria a primeira oitiva da Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal que apura denúncia de irregularidades nas obras da avenida Antônio Carlos, Centro Administrativo e hemodinâmica da Santa Casa. No entanto, a audiência não aconteceu porque o primeiro depoente, o assessor Francisco Carlos Antonello, não compareceu por problema de saúde e uma nova data foi marcada para o dia 1º de novembro, às 10h30.

Durante a lavratura da ata do encontro, o prefeito conversou informalmente com os vereadores membros da CP, vereadores Marco Antonio Rios (presidente/PSDB), Lídia Jordão (relatora/PP), Garrado (PR) e Juninho da Farmácia (suplente/DEM), e deu entrevista à imprensa sobre o processo que está sendo movido contra ele.

Jeová afirma que vai comparecer em todas as oitivas. “Eu já tenho esse hábito de tudo aquilo que envolve meu nome, tudo aquilo que envolve uma responsabilidade maior, eu gosto de seguir passo a passo. Como na Comissão Processante eu sou o autor principal, eu vejo que é um assunto de muita relevância para Araxá e todo o Brasil”, diz.

“Hoje estamos dando o primeiro passo de uma verdadeira democracia aonde a gente vê a independência do Poder Executivo e do Poder Legislativo; os nobres vereadores têm todo o direito de processar o prefeito. Estamos acompanhando toda a documentação e até o momento eu ainda não identifiquei a causa deste processo. Eu faço questão de participar de todos os depoimentos e estarei presente em todos, assim como estive presente em tudo aquilo que eu assumi na minha vida, no meu caráter”, afirma.

Jeová com membros da CP - Foto: Jorge Mourão

Segundo ele, todas as informações estão sendo prestadas em busca da verdade. “Estamos nessa posição política onde eu vejo que Araxá está dando uma referência da independência dos poderes e estamos prestando todas as informações que todos precisam; a causa de tudo isso que está ocorrendo. O dinheiro do povo tem que ser valorizado e temos o interesse de gastá-lo da melhor maneira”, comenta.

“Quando a Câmara contratou um advogado (Raimundo Cândido Júnior, ex-presidente da OAB/MG) de Belo Horizonte por R$ 30 mil, é importante falar para a comunidade de onde está saindo esse dinheiro. No Executivo estou direcionando todo esse dinheiro, inclusive é a razão dessas obras. Qual é a causa desse processo, se está sendo superfaturada, se está havendo desvio de dinheiro?”, questiona o prefeito.

Em relação à doação de R$ 2,6 milhões da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) para a construção do teatro, que teria sido investidos sem realização de licitação, segundo a denúncia do professor Anderson Alves Costa, diz: “Estamos em uma situação de relacionamento sadio com a CBMM onde todos os prefeitos que passam, independente da facção político-partidária, a empresa é parceira da comunidade através do prefeito. E na obra, como a gente herdou essa herança dessa construção que já era um projeto da administração anterior, apenas demos a continuidade de receber esses R$ 2,6 milhões. A gente quer ver onde está a causa dessa comissão processante ser instalada.”

O prefeito também questionou o não comparecimento da assessoria jurídica contratada pela Câmara para acompanhar a CP e do denunciante Anderson Alves Costa. “Cadê o advogado contratado por R$ 30 mil e cadê o denunciante? Ele não esteve presente porque (a denúncia) não tem consistência, ele ouviu falar? O pessoal está brincando com a comunidade de Araxá, que está muito bem representada pelo prefeito, vice-prefeito e os 10 nobres vereadores.”

A oitiva com o prefeito está marcada para o próximo dia 7 de novembro.

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