Super banner
Super banner

Servidores decidem pela greve do funcionalismo público municipal

Servidores decidem pela greve do funcionalismo público municipal

Assembleia geral extraordinária promovida pelo Sinplalto - Fotos: Caio Aureliano

DA REDAÇÃO/CAIO AURELIANO – O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá e Região (Sinplalto) promoveu assembleia geral extraordinária nesta terça-feira (20) e os servidores deflagraram a greve do quadro geral por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (21). Seiscentos servidores estiveram presentes.

Na assembleia, primeiramente o presidente do Sinplalto, Hely Aires, relatou as inúmeras negociações feitas com o poder público para a Data-Base 2013. Já são mais de 90 dias de tentativa de acordo quando foi apresentada uma pauta de reivindicações com 58 cláusulas, sendo 54 de caráter econômico e social.

“Primeiro foi a valorização do salário, aumento do cartão-alimentação, revisão das leis que determinam o funcionamento e a vida do servidor, o piso da educação. Pedimos a todos os servidores que compareçam aos seus locais de trabalho durante o movimento, assinem o ponto, e cruzem os braços, pois a categoria está em greve”, diz o sindicalista.

Dentre as principais reivindicações da categoria estavam aumento real para todo o quadro geral do funcionalismo público correspondente a 14,55%, o aumento no vale alimentação de R$ 160 para R$ 250 e o piso salarial de R$ R$ 776,64 para os servidores públicos. Das 58 cláusulas de reivindicações proposta pela Comissão de Negociação, 42 foram respondidas pela administração municipal.

Hely destaca que o próximo passo é constituir o Comitê de Negociação da Greve a partir desta quarta-feira (21) para garantir 30% de atendimento dos serviços públicos essenciais, conforme orientação do Ministério Público e lei federal 7.783/89. Ele afirma que o objetivo é crescer o movimento gradativamente.

“Vamos oficializar aos órgãos competentes, inclusive ao município, apesar de que o Ministério Público está tomando as providências a isso e aí se precisar vamos acampar no Instituto Colombo (atual sede da prefeitura), mas eu nunca quis chegar nesse ponto de greve”, relata.

“Desde março, da criação da Data-Base até agora, fizemos de tudo para fechar, nem que seja o mínimo que nós precisávamos, mas aí o que aconteceu? Não chegou até agora a esse acordo porque não foi o sindicato que não quis fechar e nem a comissão de negociação. Chegamos a esse ponto porque o executivo está sendo intransigente em não reajustar o salário do servidor público”, aborda o presidente do Sinplalto.

“Se forem impedidos de assinarem o ponto, compareçam ao sindicato para assinar a folha de presença. Vamos à Justiça cobrar o dia de trabalho, pois o movimento é legítimo e democrático. Aliás, o próprio prefeito Jeová, seus assessores e vereadores da base do governo reconhecem a greve da categoria. Estamos fazemos história no movimento sindical de Araxá”, acrescenta.

Reivindicações

Hely afirma que a proposta do funcionalismo público é a retomada das negociações da Data-Base. “Queremos um reajuste de pelo menos 7,5% para toda a categoria, o cumprimento do piso nacional da educação que seja constitucional e não prejudique a maioria dos servidores do setor, o reajuste do vale-alimentação, que a administração municipal cumpra o Termo de Ajuste de Conduta da Mediação Sanitária, que deve ser cumprido até dia 30 de agosto próximo, dentre outros. Já cedemos muito em relação a nossa proposta inicial, chegou a hora de a administração municipal ceder um pouco para chegarmos a um acordo”.

Notícias relacionadas