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Sinplalto diz que desapropriação do Parque do Ganso deve ser investigada

Sinplalto diz que desapropriação do Parque do Ganso deve ser investigada

Hely Aires, presidente do Sinplalto - Divulgação

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá e Região (Sinplalto) encaminhou comunicado à imprensa relatando que vai solicitar investigação sobre a desapropriação do Parque do Ganso que será realizada pela Prefeitura de Araxá por R$ 3,5 milhões, conforme anunciado pelo prefeito Jeová Moreira da Costa em seu programa de rádio na semana passada.

O sindicato diz que protocolará uma denúncia junto à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Araxá apontando indícios de irregularidades no projeto. O presidente do Sinplalto, Hely Aires, afirma que o clube incorporado ao Instituto de Previdência Municipal de Araxá (Iprema) prejudicará servidores aposentados, futuros aposentados e o patrimônio do instituto.

O prefeito Jeová relatou que desapropriará o Parque do Ganso, localizado às margens da rodovia BR-262, para executar um projeto que prevê naquele local o funcionamento do Clube do Servidor, que será destinado ao lazer do funcionalismo público municipal. De acordo com o prefeito, o Clube do Servidor será incorporado ao patrimônio do Instituto de Previdência Municipal de Araxá (Iprema). O chefe do Executivo relatou ainda que assinaria imediatamente o decreto de desapropriação do Parque do Ganso.

Hely ressalta que existem indícios de irregularidades no projeto de desapropriação. “A desapropriação do Parque do Ganso é uma obsessão da administração municipal e dos vereadores da base aliada na Câmara. Qual a explicação para esse projeto? Quantos milhões serão gastos na reforma do parque? Aquele local vale realmente R$ 3,5 milhões? Existem inúmeras perguntas que devem ser respondidas. Estão fazendo farra com o dinheiro público”, afirma.

O sindicalista destaca que o Ministério Público deve aumentar a fiscalização das ações realizadas pela administração municipal durante o momento de instabilidade política. “A forma como esse projeto foi anunciado e rapidez em desapropriar o local é, no mínimo, suspeita. Todo dia temos visto na mídia notícias de desvio de dinheiro público e corrupção. Uma investigação deve urgentemente ser feita para que não fiquem dúvidas de qualquer irregularidade. Clube não é necessidade do servidor. Quer fazer algo em benefício à categoria, então encaminha um projeto de reajuste salarial ao funcionalismo público. A defasagem salarial já chega a 30% só nos últimos cinco anos. Isso é um direito do servidor que não é cumprido pelo prefeito Jeová. O problema é que aumento salarial não deixa possibilidades para benefícios próprios e, por isso, não é prioridade para a administração municipal.”

Hely acrescenta que a incorporação do Parque do Ganso ao Iprema prejudicará os servidores municipais. “Há quantos anos o Parque do Ganso está desativado? Se fosse um bom negócio não estava a tanto tempo abandonado. Quantos clubes sociais estão com dificuldades financeiras na região? A administração de um clube vai gerar despesas ao Iprema. O instituto não tem condições financeiras e nunca terá de arcar com os custos de um clube social. Esse projeto do prefeito Jeová significa falir o Iprema, significa a morte do instituto”, diz.

“Esse projeto é um absurdo, uma irresponsabilidade imensa. O Sinplato tentará de todas as formas impedir que esse projeto seja realizado. O Iprema é a segurança do servidor público, é a aposentadoria do funcionalismo público. Clube social não é prioridade do servidor municipal. Quer beneficiar a categoria, pague a defasagem salarial dos últimos cinco anos, que é de 30%”. Queremos aumento salarial, plano de saúde de qualidade e um vale-alimentação digno para um trabalhador”, reitera o sindicalista.

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