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Araxá promove a Semana da Luta Antimanicomial

Araxá promove a Semana da Luta Antimanicomial

Semana da Luta Antimanicomial

Da Redação/Caio Aureliano – Desde terça-feira (14), os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) II Maria Pirola e Álcool e Drogas (AD) promovem a semana da Luta Antimanicomial em virtude da data que é tradicionalmente lembrada desse assunto no dia 18 de maio. Esta semana significa a luta por um tratamento mais digno as pessoas que fazem acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Em Araxá, as atividades são encerradas nesta sexta-feira (17) com uma passeata no Centro da cidade.

Para a psicóloga, Cassiana Borges Faria, que trabalha no Caps II, é importante que se lembre dessa data em Araxá já que no dia 18 de maio de 1987 foi assinado o primeiro manifesto pela extinção dos manicômios no Brasil. “Hoje temos um novo formato de atendimento que são os Centros de Atenção Psicossiais que são os Caps, hospitais que funcionam durante o dia e não mais aqueles hospitais que o paciente chegar morar dentro dos hospitais. A semana é para comemorar o fim dos manicômios e pedir que outros sejam fechados”, diz a psicóloga.

A primeira atividade da semana da Luta Antimanicomial foi a exibição do filme “Estamira” no Teatro Municipal que fala de uma paciente com esquizofrenia. “Ela passa a fazer esse tratamento no Centro de Atenção Psicossocial, no Caps. É uma paciente que, além de ter a doença, tem vários problemas sociais, mora no lixão, a pobreza, então passa por vários problemas e consegue uma melhora do seu estado psicológico. É um caso verídico, não é ficção”, comenta Cassiana Borges.

Seguindo com a programação, a semana reservou a realização de um fórum para esta quarta-feira (15) sobre os serviços feitos pelos Caps II Maria Pirola e AD e na sexta-feira (17) está prevista uma passeata saindo do CAPS AD (Rua Edmar Cunha, 135), em sentido ao Centro. A quinta-feira (16) tem atividades diversas na Praça da Mangueira.

Cassiana conta como que o paciente é acolhido pelos profissionais de Araxá. “Os pacientes são acolhidos primeiramente quando procuram empregos tem sempre um terapeuta disponível para fazer um acolhimento inicial. A partir disso, vai ser traçado um plano terapêutico, dependendo do quadro dele, a gente sempre trabalha com a família”, relata.

“Esse paciente vai passar por consulta com psicólogo, oficinas com terapeutas ocupacionais, consulta com psiquiatra, regularmente fazemos reuniões uma vez por mês com familiares, então, é um tratamento abrangente que começa com acolhimento. O paciente tendo uma melhora muito significativa, não tendo um perfil mais de internação, ele é encaminhado para a Unidade Básica de Saúde para continuar o tratamento porque na maioria das vezes são transtornos crônicos”, coloca a psicóloga.

Cassiana Borges convida a população para estar participando da semana. “Convido toda a população, as autoridades do poder judiciário, executivo e legislativo para conhecer o nosso trabalho nessa semana. Em todos os dias do ano, os Caps estão abertos para explicar a população como que é o funcionamento do nosso trabalho”, finaliza a profissional.

Demanda de atendimentos nos Caps

CAPS II Maria Pirola

Número de admissões de janeiro de 2011 até maio de 2013: 678

Número de pacientes atendidos por mês: aproximadamente 80. Diariamente o CAPS Maria Pirola recebe em média 30 pacientes.

Número de funcionários: 23 (enfermeiros,técnicos de enfermagem, psicólogos, terapeuta ocupacional, farmacêutico, psiquiatra, recepcionistas, motorista,serviços gerais, assistente social, porteiros)

Endereço: Rua Argenita, 570 – Santo Antônio

 

CAPS AD (Álcool e outras Drogas)

Número de admissões de maio de 2012 até maio de 2013: quase 300

Número de pacientes atendidos por mês: cerca de 75

Número de funcionários:12

Endereço: Rua Edmar Cunha, 135 – Santa Terezinha.

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