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Câmara rejeita projeto da Cidade Tecnológica

Câmara rejeita projeto da Cidade Tecnológica

Votação do projeto Cidade Tecnológica - Foto: Diário de Araxá

Da Redação/Isabella Lima – Depois de quatro meses de tramitação na Câmara Municipal, os vereadores finalmente votaram, na reunião ordinária desta terça-feira (24), o projeto de lei que autorizava a verba de R$ 2,395 milhões para investimentos na implantação da Cidade Tecnológica (Citat) em Araxá. Com 4 votos a favor e 4 votos contra, o projeto foi rejeitado; seriam necessários pelo menos seis votos a favor para a aprovação (quórum qualificado).

Votaram contra os vereadores Lídia Jordão (PP), Mateus Vaz (DEM), Juninho da Farmácia (DEM) e Márcio de Paula (PR). Os votos a favor foram de Edna Castro (PSDB), Garrado (PR), Pezão (PMDB) e José Domingos (PDT).

O vereador Marco Antonio Rios (PSDB) se recusou e sugeriu para que a Mesa Diretora convocasse o suplente Weliton Cardoso de Moraes (DEM) para a votação. Ele compareceu e se absteve alegando que não acompanhou a tramitação do projeto, deixando o plenário em seguida. O presidente da Casa, Carlos Roberto Rosa (PP), não vota esse tipo de proposta.

Dentre as justificativas para os votos contra, os vereadores apresentaram o argumento de que o gasto com a Citat não estava previsto no Orçamento, e por ser ano eleitoral, a regra para aprovação não está clara na legislação. Além disso, a Assessoria Jurídica da Câmara indicou parecer pela rejeição do projeto.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Parcerias, Alda Sandra Barbosa Marques, explica que com a definição da Câmara, a prefeitura vai buscar outra estratégia.

“Agora que está definido, a gente já sabe as atitudes que temos que tomar. Temos um plano B, vamos trabalhar com ele, tão logo seja definido vamos abrir para a população. Com certeza não vamos parar por aqui,”, garante a secretária.

O assessor especial da prefeitura e porta-voz da Citat, Alex Ribeiro Gomes, adianta que a estratégia a partir de agora é reposicionar o projeto. “Agora são outros prazos. Temos que buscar recursos de outras fontes, com a iniciativa privada, governo federal e estadual. O ritmo agora é mais lento, precisamos saber se os parceiros ainda estão interessados.”

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