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Curso internacional debate prevenção e controle da dengue

Curso internacional debate prevenção e controle da dengue

Belo Horizonte está sediando, pela segunda vez, até sexta-feira da próxima semana (17), o 5° Curso Internacional de Gestão Integrada de Prevenção e Controle da Dengue, além do Seminário Técnico de Avaliação das Estratégias de Combate à Dengue em Grandes Centros Urbanos.

Trinta servidores estaduais e municipais, além de 13 de outros países (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai Venezuela, Panamá e Porto Rico) estão participando do curso, que tem o objetivo de capacitar e atualizar profissionais para uma melhor qualidade na prevenção e controle da doença. Já o seminário técnico propõe uma discussão de estratégias de combate à dengue em grandes metrópoles.

O curso, que começou nesta segunda-feira (6), envolve profissionais das Américas do Sul e Central e é um espaço para que se discutam estratégias e trocas de experiências com relação à dengue, uma doença grave que necessita de cuidados da população em geral. “Se as pessoas não entenderem a importância de um trabalho de prevenção, educação e da participação da sociedade para evitá-la, vamos ter problemas graves, inclusive óbitos”, alerta o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Luiz Felipe Caram.

Para a coordenadora estadual de Zoonoses, Talita Chamone, é muito importante a participação de pessoas de outros estados e também de outros países, pois “possibilita o intercâmbio de informações, a discussão em grupo das práticas de prevenção e controle e conhecimento de outros modelos”, afirma.

Outro ponto positivo, segundo Chamone, é poder mostrar as boas experiências e as ações desenvolvidas pelo Estado de Minas Gerais. “Em várias palestras do curso, está sendo citada a experiência mineira, o que é interessante e importante”, completou a coordenadora.

Prevenção contínua

Além desse curso, que é uma ferramenta para melhorar a prevenção da dengue, Minas realiza outras ações. Durante todo o ano, incluindo o período de seca, é realizado um trabalho de prevenção ostensiva, que inclui: plano de contingenciamento, comitê de enfrentamento às epidemias, capacitação de profissionais, ações de mobilização social e realização de atividades de controle do vetor.

“A Secretaria tem o papel de coordenar e supervisionar as ações. Por exemplo, a SES elabora os panfletos sobre a dengue e repassa para as Gerências Regionais de Saúde (GRS), mas quem os distribui efetivamente para a população são as Secretarias Municipais de Saúde (SMS)”, explica Talita.

A doença

A dengue é uma doença infecciosa, de caráter febril e é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. No tipo clássico, o paciente apresenta sintomas semelhantes com outras viroses, como febre, dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, vômitos e manchas vermelhas na pele. Nestes casos os sintomas duram de 5 a 7 dias.

Já a dengue hemorrágica é a forma mais grave da doença que pode levar à morte. Geralmente, após o terceiro ou quarto dia da doença, os sintomas da doença podem se agravar com manifestação de dor abdominal, tonteira, pontos avermelhados na pele, sangramentos nasal, gengival, gastrointestinal ou uterino.

A própria população pode evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue eliminando qualquer tipo de recipiente que possa acumular água parada, tais como caixa d’água, barris e cisternas destampados, além dos cuidados com outros objetos como vasos de plantas, pneus e bacias e calhas.

Casos em Minas

Em 2008, já foram notificados no Estado 74.585 casos de dengue (dados até setembro/08), índice maior que o de todo o ano de 2007, que registrou 44.025 casos. Quanto à dengue hemorrágica, foram 32 casos, sendo 4 deles de óbitos.

O aumento se justifica pelo alto índice de casos na região do Baixo Jequitinhonha no início do ano e em alguns municípios de menor porte no Estado. Além disso, o risco de transmissão na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) se mantém alto, por isso a participação efetiva da população no combate é importante.

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