Doenças transmitidas pelo Aedes aegypti estão controladas em Araxá

Doenças transmitidas pelo Aedes aegypti estão controladas em Araxá

Fim de ano é época de chuvas e aumentam os esforços para se combater focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chicungunya, zika vírus e febre amarela.  Em Araxá, a Secretaria Municipal de Saúde faz o controle dos focos do mosquito o ano todo, ação que contribui para o registro de poucos casos dessas doenças na cidade. Até meados de outubro, foram 71 casos de dengue, com 496 notificações averiguadas.

A vigilância é constante e nesta semana os representantes do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Dengue, Chicungunya e Zika Vírus se reuniram para analisar a situação dessas patologias no município.

Foram discutidas as ações de controle e prevenção com todos os envolvidos que são os trabalhadores da assistência e da vigilância, agentes de endemias, hospitais e outros parceiros, como a Secretaria Municipal de Educação, que leva o trabalho de conscientização aos alunos da rede.

A coordenadora da Vigilância em Saúde, Telma Di Mambro, explica que o comitê é dividido em área de mobilização social e área técnica. As reuniões são realizadas de dois em dois meses e a avaliação de Araxá é muito positiva. “Nosso LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti) deu 0,7%, o que é muito bom, temos 71 casos positivos de dengue, sem registro das outras doenças e todas são transmitidas pelo mesmo vetor.”

Telma ressalta que constantemente são encontrados focos do mosquito nos bairros São Cristóvão, João Ribeiro e no Centro da cidade. A participação consciente da população mantendo os quintais limpos, sem objetos que podem acumular água é fundamental.

Ela também reforça que os moradores devem cuidar das caixas d’água e das calhas. “Por mais que os agentes passem nas casas fazendo inspeção de dois em dois meses, há lugares com depósito de água que não podem ser removidos como caixas de água. Nesses lugares, eles colocam larvicida”, afirma.

“Tem também as calhas que se tiverem entupidas podem acumular água, servindo de criadouro para o mosquito. Durante as visitas, alertamos para vasos, comedouros de animais, mas tem outros locais que acumulam água e a população precisa ficar atenta, manter as calhas desobstruídas”, acrescenta Telma.

Sobre a febre amarela, Telma reforça que a vacina é de rotina, as pessoas que nunca tomaram nenhuma dose devem procurar uma unidade de saúde.

“No início do ano, surgem casos da doença e todo mundo quer correr para o posto de saúde. Quem não tomou a vacina, por precaução, pode procurar os postos agora e se vacinar com calma. Quem já tomou não precisa se vacinar novamente. Lembrando que é sempre importante levar o cartão de vacinas.”

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