Fliaraxá finaliza atividades de 2022 com o encerramento da exposição “Muros Invisíveis” 

Fliaraxá finaliza atividades de 2022 com o encerramento da exposição “Muros Invisíveis” 

  

Está marcada para essa quarta-feira, 28 de setembro, a partir das 9h, a desmontagem da exposição “Muros Invisíveis”, que fez parte da programação do 10.° Festival Literário de Araxá (Fliaraxá), ocupando as ruas do Centro de Araxá durante o mês de maio, período que aconteceu o festival e, depois, seguiu para o Parque do Cristo, durante os meses de junho a setembro de 2022. Com este encerramento, o Fliaraxá finaliza as atividades realizadas pelo festival em 2022 e anuncia a data da próxima edição do evento, confirmado para 21 a 25 de junho de 2023, quarta a domingo. 

Inédita, a exposição foi composta por fotografias de 42 afroempreendedores da cidade de Araxá, registradas pelo fotógrafo Gabriel Andrade de Paula. As imagens foram exibidas em 23 totens, com cerca de dois metros de altura cada um. Com a desmontagem, cada personagem fotografado vai ser presenteado com o seu retrato.

A mostra tem curadoria de Carlos Vinícius Santos, do Centro de Referência da Cultura Negra de Araxá,  e Marisa Rufino, educadora social, faz parte da liderança da Central Única Das Favelas – Cufa – em Araxá.

A exposição foi montada seguindo a temática do Fliaraxá, “Abolição, Independência e Literatura” e teve por objetivo dar visibilidade ao afroempreendedorismo e ao protagonismo do povo negro, além de romper com preconceitos relacionados a questões de raça e sexualidade.

“Acredito que a exposição “Muros Invisíveis” cumpriu o seu papel em Araxá, abrindo o espaço para a crítica, a discussão e, principalmente, para a reflexão racial dos araxaenses. As 22 histórias contadas abriram portas para outras inúmeras e nós, da curadoria, nos sentimos muito mais do que realizados”, ressalta Carlos Vinícius Santos.

A curadora Marisa Rufino conta que o resultado do impacto da exposição foi bem além do esperado. “Sempre tem alguém mandando foto, que visitou a exposição. No Centro ela impactou e teve seu momento, mas no Parque do Cristo ela chegou chegando e até o último momento vai dar seu recado. Não vamos nos calar mais. Porque tem assuntos que não se comenta (deveria) mas não se comenta, porque tudo vira mimimi. A exposição deu a chance de pautarmos a temática negra e voltar tantas vezes for necessário, e quem mesmo assim não entender, terá que engolir a seco. Agradeço em nome dos meus ao Fliaraxá por levantar essa bandeira e nos apoiar em nossa caminha”, finaliza Rufino.

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