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Recontagem de votos não altera bancada de Minas na Câmara dos Deputados

Recontagem de votos não altera bancada de Minas na Câmara dos Deputados

Está descartada a possibilidade de o PT mineiro ganhar mais uma cadeira na Câmara dos Deputados. A pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas divulgou o resultado da recontagem dos votos de deputados federais no Estado. A conta foi refeita em função do deferimento do registro da candidatura do deputado federal Silas Brasileiro (PMDB), que foi barrado pela Lei Ficha Limpa, mas obteve 62.998 votos. Silas não se reelegeu.

Mesmo com a incorporação dos votos do peemedebista, não houve alteração na composição das bancadas dos eleitos. Antes da divulgação do resultado oficial, o PT tinha esperança de emplacar a ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Margarida Salomão, primeira suplente da coligação Todos Juntos por Minas, com 79.388 votos. Neste caso, quem perderia a vaga seria o deputado federal Aracely de Paula (PR), último colocado entre os eleitos do chamado chapão.

A validação dos votos do peemedebista, no entanto, alterou a ordem dos suplentes. Silas Brasileiro, por exemplo, assumiu a terceira suplência. O antigo terceiro suplente, Wadson Ribeiro (PCdoB), agora passa a ser o quarto, com 54.494 votos. Outra modificação foi o quociente eleitoral, que era de 194.058 e passou para 195.247 votos.

Todo imbróglio judicial teve início quando o TRE mineiro negou o registro de Brasileiro com base na Lei Ficha Limpa. O tribunal considerou ele ficha suja em função de uma condenação, em 2002, por improbidade administrativa. Com a decisão, o peemedebista disputou a eleição graças a uma liminar do TSE. Em 2006, ele ganhou a vaga devido à perda do mandato do ex-deputado Juvenil Alves (sem partido), que teve a sua cassação confirmada em 2009 acusado de uso de caixa dois e de abuso de poder econômico.

Com Estado de Minas

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