Dia de Campo da Capal reúne 300 produtores de café

Dia de Campo da Capal reúne 300 produtores de café

Da Redação – A Cooperativa Agropecuária de Araxá (Capal), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o projeto Educampo promoveram mais um Dia de Campo na última semana. O evento foi realizado no Campo Experimental de Café da Capal e reuniu 300 produtores de café de toda a região com tema a “Tecnologia para altas produtividades na lavoura de Café”. Cinco estações foram montadas para receber os produtores que conheceram novas técnicas e alternativas para o aumento de produtividade na lavoura.

A programação do Dia de Campo contou com apresentação e discussão de dados da Estação de Avisos Fitossanitarios – Ferramenta para Manejo de Irrigação, Pragas e Doenças do Cafeeiro, ministrado pelo professor André Garcia (Mapa Procafé) e o técnico Tales Rodrigues Alves (Educampo Café)”. A palestra “Cultivares de Café – Características e Aspectos Considerados na Escolha” foi ministrada pelo professor José Brás Matiello (Mapa Procafé). A Estação “Implantação e Formação da Lavoura Cafeeira” foi ministrada pelo pesquisador Roberto Santinato (Mapa Procafé). O tema ‘Controle de Plantas Daninhas e Tecnologia de Aplicação foi apresentado pelos professores da Universidade Federal de Viçosa, Lino Roberto e Luiz Henrique Lopes.

O presidente da Fundação Procafé, José Edgar de Paiva, diz que o grande número de produtores presentes no Dia de Campo demonstra a qualidade do trabalho realizado no Campo Experimental de Café da Capal. “Através de experimentos desenvolvidos aqui, os produtores de toda a região têm a oportunidade de conhecer dados fundamentais para que possam conduzir suas lavouras com mais eficiência e produtividade. Apesar de pouco tempo de implantação, o Campo Experimental da Capal é referência no Estado e o grande número de pessoas presentes neste evento demonstra a credibilidade do trabalho realizado.”

Segundo ele, as experiências realizadas no Campo Experimental são essenciais para o desenvolvimento da cafeicultura. “As condições de clima e solo são diferentes em cada região, ou seja, os resultados que temos no Sul de Minas, por exemplo, não serão necessariamente os mesmos no Triângulo Mineiro ou no Alto Paranaíba. Portanto, o que precisamos é ter, cada vez mais, campos de pesquisas localizadas. Assim, teremos lavouras mais eficientes, com menor custo e maior rentabilidade financeira”, destaca o presidente.

José Edgar ressalta que o produtor de café já percebeu a importância de um investimento tecnológico e qualificação profissional. “A cada safra o produtor tem se conscientizado da importância do investimento tecnológico nas lavouras e na melhoria das técnicas adotadas para resultados mais eficientes e com menor custo. A capacitação, tanto do próprio produtor como dos seus funcionários, também tem se tornado rotina. Com qualificação profissional, conhecimento e investimento em técnicas adequadas, a cafeicultura se desenvolveu muito nos últimos anos e vem conquistando novos mercados.”

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