FMI eleva previsão e projeta crescimento de 4,7% para o Brasil em 2010

FMI eleva previsão e projeta crescimento de 4,7% para o Brasil em 2010

A estimativa é mais conservadora que as projeções oficiais. Segundo o Ministério da Fazenda, o PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país, terá expansão de 5,2% neste ano. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgou a projeção na semana passada na primeira reunião ministerial do ano. No Relatório de Inflação, publicado no fim de dezembro, o Banco Central prevê crescimento de 5,8%.

Apesar da previsão menos otimista que as do governo, as perspectivas do FMI apresentaram melhora em relação ao levantamento anterior. Em outubro, o FMI previa que o país cresceria 1,2% em 2010. Para 2011, o FMI estima que o PIB brasileiro crescerá 3,7%, contra projeção de 0,2% em outubro.

De acordo com o FMI, o crescimento da economia brasileira continuará inferior ao dos países emergentes. O estudo estima que as economias em desenvolvimento crescerão 6% em 2010 e 6,3% em 2011. Esse ritmo, no entanto, será puxado pela Índia e pela China, que deverão registrar expansão superior a 7,5% nos dois anos.

Para o Fundo Monetário, o principal desafio após a crise financeira internacional será o controle do fluxo de dinheiro que entra nas economias emergentes. Esses recursos, adverte o FMI, podem provocar novas bolhas de ativos nas nações em desenvolvimento, que vão requerer atenção das autoridades econômicas.

Em relação aos países avançados, o fundo recomenda a retirada gradual dos programas de estímulo à economia, apesar do impacto que essas medidas têm provocado na dívida pública de nações desenvolvidas. Para não aumentar as preocupações com a sustentabilidade fiscal, o FMI sugere que os governos tenham uma estratégia de comunicação clara sobre a retirada dos estímulos fiscais e monetários.

A reforma das instituições financeiras deve continuar a ser prioridade, avalia o FMI. De acordo com o estudo, os legisladores em todo o mundo devem se mover com ousadia para reduzir os riscos de instabilidades futuras provocadas pela aplicação em ativos de risco.

Com informações da ABr

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