Secretaria de Saúde se mobiliza na luta contra a Aids e o preconceito

Secretaria de Saúde se mobiliza na luta contra a Aids e o preconceito

Hoje (1º) é Dia Mundial de Luta Contra a Aids e a Secretaria Municipal de Saúde, através do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), veste a camisa contra o preconceito, que é o tema principal da campanha deste ano – “Viver com Aids é Possível. Com o Preconceito Não”. Cerca de 600 camisetas vermelhas foram distribuídas para todos os setores da saúde do município e equipes do CTA realizaram uma mobilização no Centro com entregas de panfletos educativos e camisinhas.

No ano passado, O CTA verificou 15 novos casos em Araxá, mesmo número de 2008. Desde 2000, quando foi inaugurado, o CTA constatou 172 casos da doença no município. Para fazer o teste, a pessoa deve passar por palestras (coletivas ou individuais), que acontecem às segundas, quartas e quintas-feiras, a partir das 7h.  Depois do procedimento, o sangue do interessado é coletado, o resultado sai em sete dias e a entrega é acompanhada por uma psicóloga.

Em casos positivos, o paciente realiza exames complementares, avaliações médicas e o exame é repetido; já em casos negativos, a pessoa recebe orientações sobre os cuidados necessários.

Preconceito

O CTA criou o Grupo de Adesão, que se reúne de 15 em 15 dias. São pessoas soropositivas, que, juntas, lutam contra o preconceito, falam sobre as dificuldades e buscam autoestima. Além do aconselhamento, outras ações de prevenção são realizadas pelo CTA, dentro da unidade de saúde e fora dela.

Soropositivos sofrem mais com problemas sociais do que com a doença

Estudo divulgado nesta terça-feira (1º) revela que no país as pessoas com Aids sofrem mais com problemas sociais e psicológicos do que com a ação do HIV no organismo. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo levantamento, indicam que soropositivos no Brasil apresentam mais depressão e ansiedade.

A pesquisa Percepção da Qualidade de Vida e do Desempenho do Sistema de Saúde entre Pacientes em Terapia Antirretroviral no Brasil foi divulgada pelo Ministério da Saúde. A Fiocruz entrevistou 1.260 pacientes entre as cerca de 200 mil pessoas em tratamento contra a Aids no país.

Apesar de 65% dos entrevistados terem declarado seu estado de saúde como bom ou ótimo, a pesquisa mostra que o dado contrasta com problemas sociais e psicológicos enfrentados pelos portadores do HIV. Neste ponto, de acordo com o estudo, a situação de quem está em tratamento com o coquetel é pior do que a da população geral.

Entre as mulheres soropositivas, 33% afirmaram ter um grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão e 47%, um grau intenso ou muito intenso de preocupação ou ansiedade. Entre os homens, os índices são um pouco menores – 23% e 34%, respectivamente.

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) feita em 2003 constatou que apenas 15% da população mundial declarou sentir um grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão. Os níveis de preocupação e de ansiedade também foram menores – 23%.

De acordo com o estudo da Fiocruz, os resultados indicam que, apesar de mais da metade dos brasileiros soropositivos se autoavaliarem bem de saúde, boa parte deles ainda não superou traumas psicológicos provocados pelo diagnóstico da Aids.

O que se percebe, segundo a pesquisa, é que o impacto da confirmação da doença é tão forte que, após o início do tratamento e a melhora das condições imunológicas, os pacientes se sentem saudáveis novamente.

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