Secretário nega que médicos recebem abaixo do que produzem pelo SUS

Secretário nega que médicos recebem abaixo do que produzem pelo SUS

Com o fechamento dos atendimentos no mês de junho na Santa Casa de Misericórdia, o secretário de Saúde, Antônio Marcos Belo, que se não houvesse uma contrapartida do município, os médicos do hospital não teriam recebido o que foi pago. Os médicos afirmam que o Sistema Único de Saúde (SUS) paga R$ 10 por uma consulta de especialista e R$ 7 por uma consulta de especialidades básicas.

Ao fim de vinte dias, atendendo as 16 consultas preconizadas pelo município, o especialista teria gerado R$ 3,2 mil e o médico de especialidade básica R$2.240, valor maior que o salário de R$ 1,6 mil proposto pela administração municipal.

“O município está subsidiando e muito. No mês de junho na Santa Casa os médicos produziram pelo SUS em torno de R$ 25 mil, produziram dentro da tabela CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), que nós estamos pagando dois terços; R$ 57 mil e nós pagamos para a equipe do hospital R$ 87 mil”, diz o secretário de Saúde.

Segundo ele, o município subsidia boa parte do pagamento para que o SUS dê um bom atendimento. “Em cima desta proposta há um grande subsídio do município para que o SUS seja bem atendido. Nosso objetivo é que aquele cidadão que não tem condição nenhuma e que, às vezes, tinha que fazer um sacrifício enorme de vender um bem para pagar uma cirurgia ou um parto de uma filha”, diz.

Para o secretário, a equipe da Santa Casa já está se estruturada e terá condições de oferecer a qualidade no atendimento que foi projetada.

Mudanças no pagamento do SUS

Antônio Belo conta que houve mudanças e aumento na forma de pagamento no SUS. “Antes se pagava R$ 342 pelo plantão e atualmente é pago R$ 750, não se preocupava com produtividade, produzia-se e paravam da maneira que queriam, como partos que foram encaminhados para fora e crianças de Araxá nasceram em Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia”, conta.

“Tinha uma situação também que estava sempre paralisada, faltava pediatra, não tinha cirurgia, faltava isso e falta aquilo. Foi uma situação que ficamos até março para ajustar. A partir do dia 23 de março, quando nós fizemos este acordo e a situação, passou a se normalizar”, acrescenta.

O secretário aponta essas situações como exemplo para comprovar a contrapartida do município em relação aos pagamentos. “Mostra realmente que o município dá um grande subsídio ao SUS local, que não condiz como o que tem sido dito”, afirma.

“Esta proposta de atrelar a Santa Casa a Rede Pública é exatamente para que as diferenças sejam compensadas. Foram produzidos R$ 25 mil pelo SUS e eles receberam (os médicos) R$ 87 mil.”

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