Vendas do comércio no semestre têm maior alta desde 2001

As vendas do comércio varejista do país acumularam elevação de 10,6% no primeiro semestre deste ano, a maior taxa desde 2001. Neste mesmo período, a receita acumula alta de 15,9%. Em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas mantiveram a tendência de crescimento e apresentaram alta de 8,2%. A receita também avançou 15,2%.

De acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em junho as vendas aumentaram 1,3%, na comparação com maio. A receita também apresentou alta, de 2,5%, na mesma comparação. Segundo o IBGE, esses resultados mostram que o ritmo de crescimento das vendas se sustentam pelo quarto mês consecutivo.

Na passagem de um mês para o outro, nove das dez atividades pesquisadas registraram crescimento: combustíveis e lubrificantes (2,1%); veículos e motos, partes e peças (1,7%); tecidos, vestuário e calçados (1,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,5%); material de construção (1,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,0%); móveis e eletrodomésticos (0,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,8%).
 
Na comparação com o primeiro semestre de 2007, o volume de vendas cresceu em todo o varejo: móveis e eletrodomésticos (16,1%), que exerceu o principal impacto sobre a taxa geral; outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,3%); combustíveis e lubrificantes (12,8%); tecidos, vestuário e calçados (10,2%).

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%), foi o que apresentou resultado abaixo do comportamento médio da atividade ao longo do primeiro semestre. Segundo o IBGE, isso “pode estar refletindo o efeito da inflação sobre o consumo de produtos alimentícios”.

Também apresentaram aumento no volume de vendas os setores de equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (40,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (8,9%); livros, jornais, revistas e papelaria (12,3%).

Na análise regional, apenas três estados apresentaram queda em relação a junho do ano passado: Sergipe (-2,6%); Amazonas (-0,8%) e Pará (-0,6%). Por outro lado, as maiores altas do volume de vendas foram verificadas em Roraima (15,4%); Mato Grosso (12,6%); São Paulo (12,3%) e Goiás (9,9%).

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