
Araxá chegou a nove candidatos na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, segundo informações disponibilizadas à Justiça Eleitoral.
São quatro candidatos a deputado estadual e cinco a deputado federal.
A nova atualização ocorre com a inclusão de Maria Laura Simão Moraes Silva, candidata a deputada estadual pelo Republicanos. Natural de Araxá, ela tem 34 anos, é fisioterapeuta e terapeuta ocupacional e possui ensino superior completo.
A lista havia sido atualizada anteriormente com a inclusão de Omara Goulart Paolinelli Frade, também candidata a deputada estadual. A assessoria jurídica de Omara entrou em contato com o Diário de Araxá para esclarecer que, embora ela estivesse morando em Uberlândia, seu domicílio eleitoral é em Araxá.
O prazo para registro das candidaturas terminou no último sábado (15) e, desde ontem (16), está liberada a propaganda eleitoral.
Deputado estadual
Bosco
Bosco, natural de Araxá, tem 60 anos, é produtor agropecuário, possui ensino superior completo, é casado e concorre pelo PSD. É atual deputado estadual e busca a reeleição.
Professor Jales
Professor Jales, natural de Canápolis, tem 35 anos, é professor de ensino médio, possui ensino superior completo, é casado e concorre pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV). É vereador em Araxá.
Omara Paolinelli
Omara Goulart Paolinelli Frade, natural de Araxá, tem 53 anos, possui ensino superior completo e concorre pelo PL.
A candidata estava morando em Uberlândia, mas, segundo esclarecimento feito por sua assessoria jurídica ao Diário de Araxá, mantém domicílio eleitoral em Araxá.
Maria Laura Simão
Maria Laura Simão Moraes Silva, natural de Araxá, tem 34 anos, é fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, possui ensino superior completo, é divorciada e concorre pelo Republicanos.
Deputado federal
Chicão Jesus Te Ama
Francisco de Assis Santiago, conhecido como Chicão Jesus Te Ama, natural de Araxá, tem 53 anos, é vereador, possui ensino médio incompleto, é casado e concorre pelo PSD.
Fanny Melo
Fanny Melo, natural de Patos de Minas, tem 52 anos, é servidora pública estadual, possui ensino superior completo, é casada e concorre pelo Podemos.
Inspetor Mauro Chaves
Inspetor Mauro Chaves, natural de Belo Horizonte, tem 59 anos, é servidor público civil aposentado, possui ensino superior completo, é casado e concorre pelo Republicanos. Foi vereador e vice-prefeito de Araxá.
Maristela Dutra
Maristela Dutra, natural de Araxá, tem 49 anos, é vereadora, advogada, possui ensino superior completo, é casada e concorre pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade).
Pedrinho da Mata
Pedrinho da Mata, natural de Campos Altos, tem 57 anos, é engenheiro, possui ensino superior completo, é casado e concorre pela Federação PSDB/Cidadania. Foi secretário municipal de Obras de Araxá.
Lídia Jordão desiste da candidatura
A ex-vice-prefeita de Araxá, Lídia Jordão, havia anunciado a intenção de disputar uma vaga de deputada estadual, mas publicou uma manifestação informando a desistência da candidatura.
Campanha eleitoral começou
O prazo para registro das candidaturas terminou no último sábado (15). Desde ontem (16), está liberada a propaganda eleitoral, inclusive na internet, dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro de 2026.
Informações declaradas à Justiça Eleitoral
Os dados apresentados na reportagem, como idade, naturalidade, escolaridade, ocupação, estado civil e partido, foram declarados pelos próprios candidatos no processo de registro de candidatura.
A situação dos registros ainda pode sofrer alterações durante a análise da Justiça Eleitoral, inclusive em razão de impugnações, recursos ou decisões posteriores.

Eu conheci o candidato Mauro Chaves, trabalho na área de Segurança Pública, ele não sabia quem eu era, onde trabalhava.
Ele era Vice- Prefeito na época, sou muito crítico quanto a políticos e a pessoas que ocupam cargo de poder, ele foi muito cortes, demontrou simplicidade e humildade. Qualidades difíceis de encontrar quando se trata de alguém que ocupa o cargo que ocupava.
Conversamos sobre vários assuntos, sobre questões sociais, problemas enfrentados pela população de todas as classes sociais, na questão que envolve segurança segurança pública pública. Falamos sobre ações sociais voltadas para crianças, mulheres e idosos.
Após quase duas horas de conversa, eu resolvi que falar no que trabalhava e ele também o fez, para minha surpresa eu estava falando com o Vice-Prefeito da Cidade que visistei, uma das mais lindas que se chama Araxá.
Sou morador de Araguari a mais de 20 anos, já passei por Patos de Minas, Araguari, Uberlândia-MG, Ribeirão Preto-SP, mas posso dizer que Araxá me fez querer me mudar de Araguari.
O preparo demonstrado pelo Mauro Chaves após uma conversa informal, que se tornou admiração após conhecer seu trabalho, o conhecimento e sua contribuição na Área que descobri termos em comum, Segurança Pública, além de ações sociais que realizamos de forma anônima, pensamentos parecidos em relação a valores em falta hoje em dia, posso afirmar!
O candidato a Deputado Federal Mauro Chaves é um nome forte e que tem meu respeito. Desejo boa sorte a qualquer outro que esteja concorrendo, se eleitos que façam um bom trabalho, dos candidatos que desejam representar Araxá, tive a oportunidade de conhecer três.
E desejo que Araxá tenha um representante, a cidade fica mais forte politicamente, mais recursos, mais desenvolvimento, mais segurança e saúde. Então que Araxá tenha representatividade e quem for eleito faça muito pela cidade.
Eu voto Mauro Chaves, olhe os méritos, olhe o amor que cada um tem pela cidade e o que fez quando esteve ocupando e atuando na Área de Segurança Pública e depois politicamente. Eu amo a Cidade e o povo qur vive em Araxá e desejo o melhor para umas das cidades que mais me faz brilhar os olhos, na questão de um povo acolhedor, simples e tão educado, como são os moradores de Araxá.
ANTES DE PEDIR O VOTO, MOSTRE O QUE FEZ POR ARAXÁ
Há uma pergunta que deveria acompanhar todo candidato que se apresenta aos eleitores do Araxá, seja para deputado estadual, deputado federal, senador, governador ou até mesmo presidente da República: o que você fez, até hoje, em benefício da população que pretende representar?
A pergunta ganha ainda mais peso quando se trata de alguém que já exerceu mandato eletivo ou ocupou uma posição de responsabilidade no poder público. Um vereador que pretende chegar à Assembleia, um vice-prefeito que busca uma cadeira na Câmara dos Deputados, um deputado que pretende renovar o mandato ou disputar o Senado, um governador que busca a reeleição ou uma candidatura à Presidência: todos tiveram — ou têm — oportunidades concretas de demonstrar sua capacidade.
Tiveram espaço, estrutura, poder e responsabilidade pública para apresentar projetos, defender interesses, buscar recursos, formular políticas e, sobretudo, produzir resultados.
É por isso que o eleitor não deveria se deixar impressionar apenas por discursos bem articulados, fotografias, vídeos cuidadosamente produzidos ou pelo número de seguidores nas redes sociais.
Ter habilidade para conquistar seguidores não significa ter competência para executar uma tarefa específica. Popularidade não é qualificação. Comunicação não é conhecimento. Visibilidade não é experiência. E número de seguidores não é certificado de competência.
No Brasil, todos parecem entender de futebol. Em qualquer conversa surgem especialistas capazes de escalar um time, definir uma estratégia e explicar por que determinada equipe perdeu. Mas quantos desses mesmos “especialistas” aceitariam colocar seu time nas mãos do influencer que acompanham nas redes sociais?
A analogia serve perfeitamente à política. Ser capaz de conquistar uma multidão não significa ser capaz de conduzi-la.
Na política, o critério deveria ser ainda mais rigoroso.
Os candidatos que surgem para disputar os diferentes cargos das eleições gerais — da Presidência da República ao governo de Minas, do Senado à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa — deveriam ser examinados pelo conteúdo de suas ideias, pelo conhecimento que demonstram sobre os problemas do país e do Estado e, principalmente, pelo que já foram capazes de realizar quando tiveram a oportunidade de exercer o poder. As eleições de 2026 colocarão justamente esses cargos em disputa.
E é nesse ponto que o eleitor de Araxá precisa ser mais exigente.
Há candidatos que chegam à disputa com discursos genéricos, pouca profundidade e conhecimento limitado sobre os problemas que pretendem representar. Há também aqueles que já exerceram mandatos ou ocuparam posições relevantes na administração pública e, portanto, tiveram oportunidades concretas de demonstrar sua capacidade. Sua trajetória deveria ser examinada à luz de uma pergunta simples e incontornável:
Quais resultados concretos produziram para a população?
Não basta dizer que esteve presente. É preciso mostrar o que fez.
Não basta apresentar requerimentos, discursos, fotografias ou publicações nas redes sociais. É preciso demonstrar quais problemas ajudou a resolver, quais recursos conseguiu, quais políticas públicas ajudou a construir e quais benefícios efetivamente chegaram à população.
Mandato não é currículo. Mandato é responsabilidade — e responsabilidade se mede por resultados.
É nesse ponto que a trajetória de Ângelo Oswaldo, prefeito de Ouro Preto, merece ser observada como referência. Em seu quinto mandato, sua experiência administrativa permite avaliar o político por aquilo que um gestor público deve entregar: resultados.
Um bom administrador não é aquele que apenas identifica problemas. É aquele que os enfrenta. Não é aquele que apenas promete soluções. É aquele que as encontra, articula os meios necessários e as executa. Não é aquele que simplesmente ocupa o poder. É aquele que consegue apresentar à população aquilo que efetivamente entregou.
Resolver problemas, encontrar soluções e produzir resultados: é disso que deveria ser feita a política.
A trajetória de Ângelo Oswaldo oferece, nesse sentido, um contraponto à política da aparência. Sua experiência permite avaliar o político pela prática: pelos problemas que enfrentou, pelas soluções que encontrou e pelos resultados que entregou.
Imaginar Ângelo Oswaldo no Palácio da Liberdade é uma hipótese. Mas a hipótese serve para lembrar um princípio que deveria orientar qualquer escolha eleitoral: preparo, conhecimento, experiência, capacidade de gestão e resultados comprovados.
Essa régua deveria valer para todos, independentemente do cargo pretendido. Quanto maior a responsabilidade, maior deveria ser a exigência. Quem pretende governar Minas precisa demonstrar capacidade para governar Minas. Quem pretende representar o Estado no Senado precisa demonstrar que sabe defender os interesses de Minas. Quem pretende legislar em Brasília precisa conhecer os problemas nacionais e ter capacidade para transformá-los em propostas. E quem pretende chegar à Assembleia Legislativa precisa mostrar que conhece a realidade dos municípios que pretende representar.
Araxá, particularmente, precisa de representantes que não apareçam apenas em período eleitoral para pedir votos, mas que possam apresentar à população um histórico concreto de trabalho, realizações e benefícios efetivamente produzidos.
Por isso, antes de escolher um candidato, talvez devêssemos fazer menos perguntas sobre quantos seguidores ele possui e mais sobre aquilo que realmente importa:
O que ele fez? Que problema resolveu? Que solução apresentou? Que resultado entregou? E o que pode mostrar à população de Araxá como prova de sua capacidade?
No fim das contas, o eleitor não deveria escolher quem melhor promete fazer.
Deveria avaliar quem já demonstrou que sabe fazer.