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CTA de Araxá promove ações educativas no Dia Mundial de Combate à Aids

CTA de Araxá promove ações educativas no Dia Mundial de Combate à Aids

Da Redação – O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Araxá promoveu nesta quarta-feira (1º) diversas ações em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Aids. Uma blitz educativa com a mobilização de todas Unidades Básica de Saúde (Unis) e funcionários da Secretária Municipal de Saúde foi realizada pelas principais ruas e avenidas da cidade.

Panfletos com informações sobre os métodos de prevenção e distribuição gratuita de camisinhas foram entregues as pessoas que caminhavam pelo Centro da cidade. Atualmente, o CTA acompanha o tratamento de cerca de 140 portadores do vírus HIV em Araxá. Só neste ano, foram registrados dez novos casos.

A campanha de 2010 tem como público-alvo os jovens de 15 a 24 anos, pois há uma tendência de crescimento dos casos de Aids entre essa faixa etária. Um levantamento feito com 35 mil jovens de 17 a 20 anos revela um aumento de 0,09% para 0,12%, nos casos em cinco anos. A pesquisa mostra ainda que 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade reconhecem o preservativo como uma forma eficaz de evitar a infecção pelo vírus HIV. Mas o uso da camisinha na primeira relação sexual avançou relativamente pouco, de 52,8%, em 1998, para 60,9% em 2008.

A enfermeira responsável pelo CTA, Karina Rocha, diz que outro ponto preocupante é o preconceito aos portadores do vírus. “O preconceito acontece desde a exclusão social do portador pela comunidade, que a doença está associada a grupos de riscos e várias outras formas. Muito desse preconceito é consequência da falta de informações e das dúvidas que a população ainda possui em relação à doença”, afirma.

“Às vezes, a pessoa acha que nunca vai contrair o vírus, que a Aids está distante, a própria utilização dos métodos de prevenção é uma grande dificuldade das pessoas. Por isso, é extremamente importante esse trabalho de combate à Aids e orientações da população. Diariamente realizamos um trabalho no CTA de diagnostico de HIV e Sífilis, além da orientação das pessoas”, acrescenta.

O diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, ressalta que, à medida que a parceria sexual se torna estável, o jovem tem deixado de usar o preservativo. “O preservativo tem de fazer parte da nossa vida porque a Aids não é a única doença que pode ser transmitida. Tem hepatite, sífilis, dentre outros. Um ponto positivo é a queda de 44,4% na incidência de casos de Aids em crianças menores de 5 anos, entre 1999 e 2009. ”, destaca Greco.

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