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Minas Gerais teve dia tranquilo de votação

Minas Gerais teve dia tranquilo de votação

Os eleitores mineiros fizeram sua parte “neste dia histórico de 15 de novembro de 2020, em que nós realizamos talvez as eleições mais difíceis da história da Justiça Eleitoral do estado de Minas Gerais”. Foi assim que o desembargador Alexandre Victor de Carvalho abriu o seu pronunciamento no início da noite de domingo, quando fez um balanço do 1º turno das Eleições Municipais.

A votação que elegeu 853 prefeitos, 853 vice-prefeitos e 8.486 vereadores transcorreu tranquilamente nos municípios mineiros, com poucos incidentes. Em todo o estado, apenas 517 urnas eletrônicas foram substituídas, o que representa 1,16% do total de urnas utilizadas, que foi de 44.342. Em Belo Horizonte, foram 99 substituições, representando 2,15% das 4.586 urnas.

Já o Gabinete Institucional de Segurança registrou, até as 21h, 557 ocorrências. Foram 01 da Polícia Federal, 535 da Polícia Militar, nenhuma da Polícia Civil e 21 do Corpo de Bombeiros. A ocorrência mais frequente foi de boca de urna: 296. Houve 412 prisões/conduções, sendo que 60 envolveram candidatos.

Segurança sanitária

Na entrevista coletiva que concedeu no ambiente de divulgação das eleições, na sede do TRE-MG, o desembargador Alexandre Victor de Carvalho, presidente do Tribunal, ressaltou que a pandemia de covid-19 não interferiu em nada nas eleições, porque “todos os equipamentos de proteção individual foram entregues aos mesários e usados da melhor forma possível. E os eleitores foram de máscara, não foi informado nenhum caso de eleitor que tentou entrar sem máscara na seção eleitoral”.

Na maioria dos locais, as filas foram organizadas com tranquilidade. Os eleitores respeitaram o distanciamento e o fluxo de votação, com higienização das mãos antes e depois de votar.

O presidente do TRE aproveitou para elogiar a atuação dos mesários. “As pessoas atenderam ao chamado da Justiça Eleitoral. Elas se conscientizaram de que as seções eleitorais seriam locais muito seguros sob o ponto de vista sanitário, e que ali não haveria risco maior que o que todos correm no dia a dia. O trabalho dos mesários foi exemplar”, destacou o desembargador.

e-Título

No meio da manhã, o aplicativo e-Título começou a apresentar lentidão. Muitos eleitores relataram dificuldades para consultar o local de votação ou fazer a justificativa. O problema aconteceu devido ao alto volume de acessos ao aplicativo em todo o país. Também houve dificuldades no acesso à consulta de local de votação no site do TSE e sites dos TREs, incluindo o de Minas Gerais, pelo mesmo motivo.

Justificativa

Os eleitores que estavam fora do domicílio eleitoral e não conseguiram fazer a justificativa pelo e-Título terão 60 dias para justificar a ausência às urnas, ou seja, até 14 de janeiro. O mesmo prazo vale para os eleitores que deixaram de votar por outros motivos, incluindo aqueles que tiveram diagnóstico de covid-19 nos 14 dias anteriores à eleição ou que apresentaram febre no dia 15.

A justificativa nesse prazo de 60 dias pode ser feita pelo e-Título ou no Sistema Justifica. O eleitor deve anexar um documento que comprove o motivo da ausência, como um atestado médico ou passagem de avião ou ônibus, por exemplo. Se não tiver nenhum documento, basta escrever o motivo da ausência no requerimento, e ele será analisado pelo juiz eleitoral.

O eleitor que estiver fora do Brasil terá 30 dias a partir do seu retorno ao país para fazer a justificativa.

Resultados

A totalização dos votos também apresentou lentidão. Pela primeira vez, os resultados das eleições municipais de todas as 5.568 cidades brasileiras foram totalizados no TSE, em Brasília. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o grande volume de dados provocou um congestionamento no sistema de totalização.

Os votos de Minas Gerais foram totalizados à 1h29min52s. Em Belo Horizonte, a totalização terminou às 0h10min23s.  Entre os quase 16 milhões de eleitores mineiros, o comparecimento foi de 76,8%, e a abstenção 23,2%. Nas últimas eleições municipais, a abstenção em Minas foi de 18,32%. Já em Belo Horizonte, a abstenção foi de 28,34%. Quase sete pontos percentuais a mais que nas últimas eleições municipais, em 2016, quando foi de 21,66%.

O atual prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PSD), foi reeleito com 63,36% dos votos válidos. Dos nove municípios que poderiam ter 2º turno, por terem mais de 200mil eleitores, quatro precisarão realizar o 2º turno de votação para definir os novos prefeitos e vice-prefeitos.

Confira o resultado por município.

Confira o resultado detalhado, que permite consultas dos dados consolidados por estado; consultas específicas, como a votação nominal ou por partido; e um panorama geral do Brasil, mostrando os índices de comparecimento e abstenção.

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