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Polícia Civil apresenta acusado de matar Túlio Maneira

Polícia Civil apresenta acusado de matar Túlio Maneira

Polícia apresentou o acusado na manhã de hoje / Fotos: Raphael Rios e Daniel Honorato

Da Redação/Raphael Rios – A Polícia Civil apresentou, na manhã de hoje (31), o acusado de ter matado o ex-assessor político Túlio Maneira, no dia 25 de fevereiro, na rua Franklin de Castro, no Centro. Denílson Fagundes Bento, de 36 anos, vai responder pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada. Ele pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

De acordo com o delegado Regional de Araxá, Heli Andrade, foram seis meses de investigações que fizeram a Polícia Civil chegar ao acusado. “Hoje o inquérito está sendo remetido à Justiça com o indiciamento do Denílson Fagundes Bento. As investigações foram complicadas, complexas, mas vocês poderão ver ao longo do tempo que as provas estão bem claras. ”, destaca.

Motivação

Heli Andrade disse a motivação seria pelo fato de Túlio ter “dado em cima” da irmã de Denílson há dois anos. A partir daí, o acusado já estava tentando achar uma maneira de matar Túlio. “Nós fomos informados de que o Túlio estava realmente ‘dando em cima’ da irmã dele. Temos uma testemunha que nos informou isso. O Túlio ficava assediando a irmã dele, o que é negada por ela. Mas nós constatamos que haviam muitas ligações entre ela e o Túlio no período de 2010, cerca de 10 ou 12 ligações”, diz.

Ainda segundo Heli Andrade, Túlio havia trabalhado com a irmã de Denílson, mas as ligações eram no período da noite, o que, para ele, mostra que não eram chamadas referentes a assuntos de trabalho.

“Ele (Denílson) guardou uma mágoa e teve um planejamento de muito tempo. Ele estava aprendendo a atirar, comprou revistas, encontramos essas revistas de tiro na casa dele. Ele nega que tenha arma, mas temos testemunhas de que ele tinha arma e deixou na casa de um amigo”, diz.

Além disso, ele foi reconhecido com a pessoa que passou pela rua dentro de um Corsa Sedan branco logo depois do homicídio.

Detalhes do crime

O delegado afirma que Denílson, enquanto preso temporariamente, deu detalhes do crime a outro detento. “Ele disse que ficou (esperando) dois anos para matar o Túlio e contou como foi. Esse preso, que teve essa informação, é de fora. Ele chegou aqui de Jaboticabal e não teria a mínima condição de saber como foi a dinâmica do crime”, destaca.

Heli Andrade destaca que pelas investigações ficou claro de que Denílson agiu sozinho. “Eu não vou confessar nunca, eles estão jogando o verde e eu não vou cair nesse verde, isso ele disse na cela”, afirma o delegado.

Prisão

Segundo o delegado Vitor Hugo Heisler, coordenador do inquérito, os trabalhos foram complexos, mas no decorrer das investigações a Polícia Civil reuniu provas para se chegar ao autor. Denílson estava preso temporariamente. Hoje Vitor Hugo fez o pedido à Justiça para converter a prisão temporária em prisão preventiva.

Ainda de acordo com o delegado, Denílson tem um grau de parentesco com um policial militar, o qual conversou com ele a respeito da apresentação na delegacia. “Nós estamos mandando isso para o Ministério Publico, e se haver o entendimento de que existe algum comprometimento o órgão poderá tomar as devidas providências”, diz.

Pena

O acusado vai responder pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe mediante emboscada. Ele pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Defesa

Segundo o advogado Daniel Vinicius Rosa, a defesa só vai se pronunciar na próxima semana.

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