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Acusado de assassinar Mariana Perdoná vai a júri popular

Acusado de assassinar Mariana Perdoná vai a júri popular

O acusado Cairo Assunção; a vítima Mariana Perdoná - Fotos: Diário de Araxá - Divulgação/Facebook

O juiz da Vara Criminal de Araxá, Renato Zouain Zupo, publicou sentença de pronúncia, na segunda-feira (19), sobre o acusado Cairo Luiz de Carvalho Assunção, 20 anos pela prática de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da jovem Mariana Assunção Perdoná Gabriel, assassinada em Tapira, a 54km de Araxá, no dia 14 de maio de 2012. O acusado pelo Ministério Público será julgado pelo Tribunal do Júri em sessão plenária prevista para acontecer no segundo semestre deste ano.

Cairo foi preso pela Polícia Civil no dia 23 de maio de 2012 pelo assassinato de Mariana Perdoná. A motivação teria sido a gravidez da vítima que estava com três meses de gestação e ela apontava o acusado como pai da criança, que queria o aborto.

Em depoimento, o acusado relatou que Mariana teria pedido R$ 2 mil para abortar a criança. Ele disse ainda que a vítima, durante a discussão entre os dois dentro de um carro, bateu com a cabeça duas vezes na quina da porta e teria desmaiado, com ele pensando que ela estivesse morta e por isso a jogou de uma ponte sobre um córrego.

O então delegado regional Heli Andrade relatou na época que a polícia decidiu acusar Cairo após ouvir informações contradizentes em seu depoimento. “Ele (Cairo) resolveu esclarecer os fatos. A versão dele é que a Mariana bateu a cabeça na porta do carro e ficou desacordada. Acreditando que ela estava morta, o acusado jogou o corpo de Mariana de cima da ponte”, afirmou.

Mas, segundo Heli Andrade, Cairo, que tinha envolvimento com a vítima, insistia com o aborto, mas Mariana, que já era mãe de uma criança, queria a gravidez. Posteriormente durante uma ação penal um exame de DNA apontou que Cairo não era o pai da criança.

O corpo de Mariana Perdoná foi encontrado quatro dias depois na Comunidade das Palmeiras, em Tapira. De acordo com a polícia, havia sinais de espancamento e ela foi jogada de uma altura de 8 metros, já morta, de uma ponte sobre um córrego.

Se for culpado pelo assassinato, Cairo pode ser condenado a 19 anos de prisão. Ele responde à ação penal em liberdade provisória desde 7 de janeiro de 2013.

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