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GRS confirma morte por febre maculosa registrada em Araxá

GRS confirma morte por febre maculosa registrada em Araxá

Da Redação – A Gerência Regional de Saúde (GRS) de Uberaba investiga um caso de febre maculosa registrado na região de Araxá. A vítima é uma jovem de 21 anos que foi infectada e morreu no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A equipe da GRS em Araxá realizando levantamentos junto ao Setor de Zoonoses do município para identificar o local da contaminação.

De acordo com a equipe, a vítima morreu em fevereiro, mas a notificação era para hantavirose. “Como a doença não foi confirmada, corremos o protocolo de febres hemorrágicas que tem sintomas em comum e foi detectada a febre maculosa. Assim que houve a confirmação, a equipe da GRS veio imediatamente para Araxá fazer a investigação”, diz a técnica da GRS, Márcia Maria de Souza.

Ela acrescentou que o último caso de febre maculosa registrado na área de cobertura da regional ocorreu há mais de dez anos. “É um fato novo e estamos fazendo tudo para evitar mais ocorrência da doença. A primeira ação, segundo o protocolo, é procurar o local provável da infecção e informar a equipe zoonoses.”

Sobre a doença

A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda de alta letalidade e transmitida por carrapato infectado. A doença é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia. Os principais reservatórios das Rickettsias são os carrapatos da espécie Amblyomma cajennense, popularmente conhecidos como carrapato estrela. Não se transmite de pessoa a pessoa, só pelo vetor.”

Os principais sintomas são febre alta, pontos vermelhos na pele, dor intensa no corpo, mal-estar generalizado, náusea e vômito. O tratamento com remédios deve ter início imediato, mesmo antes da confirmação da doença, por meio de exames de laboratório. Em casos mais graves, há medicamentos específicos e medidas de suporte e o paciente necessita na maioria das vezes de tratamento intensivo.

De 1995 a 2009 já foram relatados cerca de 210 casos em Minas Gerais. Em 2010, foram confirmados seis casos no Estado, sendo quatro registrados em Diamantina e um em Catuji.

Com Jornal de Uberaba

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