Peça sobre Dona Beja, do Grupo Fratelo, completa um ano em cartaz

Peça sobre Dona Beja, do Grupo Fratelo, completa um ano em cartaz

O Grupo de Teatro Fratelo está comemorando um ano em cartaz com a peça Dona Beja: o mito entre tapas e beijos. O espetáculo foi montado no ano passado, depois de um pedido da direção do Grande Hotel do Barreiro, para apresentações durante a Copa de Mundo de Futebol. A peça deu certo e caiu no gosto do público.

De uma forma cômica, usando o clown (palhaço) para a criação dos personagens, o Grupo Fratelo conta a história de uma das mais famosas cortesãs do Brasil, Anna Jacintha de São José, a popular Dona Beja. Segundo o diretor Josceleno Donizete, foi baseado nas histórias e vários mitos contatos a respeito dela, que o grupo, em criação coletiva, escreveu o texto e músicas que são executadas no espetáculo.

“Lemos muito e estudamos o que conseguimos juntar sobre a história de Dona Beja e deu certo. Nesse um ano, tivemos uma aceitação muito boa do público, que foi nos assistir no Grande Hotel do Barreiro”, explica. Em um ano de cartaz, quase 1.500 pessoas puderam conferir uma divertida maneira de contar a história de Dona Beja.

Público esse, sem contar o do último mês de julho. A atriz e produtora do Grupo, Jeicinely Gomes, que interpreta Dona Beja na montagem, conta em Julho de 2015 a peça foi apresentada em três seções no Teatro Tiradentes do Grande Hotel e só nesse período, mais de mil pessoas tiveram a oportunidade de assistir ao espetáculo.

“Ficamos muito felizes, quando estamos completando um ano de Dona Beja: o mito entre tapas e beijos, termos contado com uma plateia tão grande em apenas três apresentações. Isso nos motiva ainda mais”, disse Jeicinely. Ela ressaltou ainda que toda a montagem foi feita sem patrocínio, com dinheiro do caixa do grupo e reciclagem de algumas roupas que eles já tinham no setor de figurino.

Fernando Pacheco dos Santos, ator e responsável pelos figurinos do grupo, explica que essa reciclagem de roupas é algo comum no Grupo Fratelo há algum tempo, devido a falta de apoio financeiro e dificuldade de captação de recursos, mesmo com projetos aprovados pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“Nós sempre olhamos o que temos guardado e dentro do estudo e pesquisas feitos para a montagem, definimos o que podemos fazer para que a peça de roupa esteja dentro do contexto e da linguagem que damos na história. Com Dona Beja, por exemplo, demos um enfoque nas roupas, com as flores, fazendo recortes de tecidos floridos e colagem nas roupas de brechó que estavam em nossas araras”, ressaltou.

E a comemoração de um ano de Dona Beja também teve sabor de estreia para o Grupo. Com a saída de um dos atores, que interpretava Antônio Sampaio, o grande amor de Beja, coube ao mais novo ator da companhia, Pedro Lima, dar vida ao fazendeiro que era apaixonado pela Dama de Araxá. “Foi um processo de muita pesquisa e trabalho de texto para dar vida ao Antônio Sampaio. Fiquei muito feliz com as apresentações e com a receptividade da peça. Enquanto aluno eu já tinha assistido e peça algumas vezes e sempre ria muito, mas, estar dentro do palco é uma emoção ainda maior”, finaliza o ator, que estuda teatro há mais de quatro anos com o Grupo Fratelo. Em breve, novas apresentações e projetos serão apresentados ao público, como por exemplo, uma cena curta, montada através de um projeto do Grupo Galpão (BH) com o Fratelo.

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